8 de abril de 2012

Envase e refinamento de Shimpaku Shohin

          Olá amigos, Abril pra mim vai ser um mês de trabalho, estou com fome de bonsai e tudo trarei aqui para o blog... rs
          Vamos a mais um trabalho!!!
          Esse shimpaku já é conhecido também, e hoje trago aqui sua atualização e envase. Quem quiser refrescar a memória e saber a história da planta é só clicar na origem e estilização.
          Essa planta ainda tem longo caminho de refinamento, mas isso é com o tempo, e se colocá-lo em um vaso grande, ele vai começar a se desenvolver sem controle e a compactação que eu quero vai fujir do meu controle, então resolvi colocá-lo já em um vaso bonsai de tamanho reduzido para que ele vá se compactando e concentrando suas energias na brotação já existente, e não em outras que podem roubar a força dos ramos mais baixos e também a ideia de como o desejo no futuro.
          Se você clicou lá em cima em origem, viu que eu tinha três projetos para essa planta, o primeiro que muito me agradava mas que não foi possível e os outros dois que hoje são meus motivos de dúvidas, tanta dúvida virou até pesquisa no facebook, mas no final, segui a minha intuição e principalmente i que a planta m indicava, o caminho que ela deveria seguir... e assim foi feito
          Vamos às fotos e ver como a planta mudou, é óbvio, ao resultado da intervenção de hoje!!

Essas são fotos de quando o comprei
Esse foi o resultado do primeiro trabalho



E aqui hoje, a planta antes durante e depois de terminada

Escolhido o projeto 2, uma semi cascata!!
Aqui já plantada, ótimo raizame fino + ótima saúde = vaso menor

Finalizada!! Frente, laterais e costas, mas detalhe para madeira mora. A próxima etapa e abrir um shari do ten-jin até o nebari !!
Oremos...
 
 
Grande abraço a todos, o próximo post é da caliandra rosa que fiz hoje também, posto amanhã!!!
Leonardo Couto


5 de abril de 2012

Alporquia em Ácer Tridente

          Mais uma figura conhecida do blog, o ácer tridente, e se ainda não o conhece ou precisa refrescar a memória, é só se atualizar aqui e conferir seu começo!!
Refrescada a memória, vamos falar sobre essa planta!! O ácer é uma planta belíssima, exótica e uma caducifólia, que por conta disso tem sua coloração modificada no outono e perde as folhas no inverno entrando em dormência, isso quando em regiões de clima frio.
          Meu exemplar possui vários problemas e um deles, a altura. Para resolver esse problema optei por um alporque do topo, que além de diminuir a altura da planta, me gera outra, no caso o shohin motivo desse post.
          Fiz o alporque como manda a regra, descasquei com cuidado a casca, fiz um substrato drenante, mas que retivesse o mínimo de umidade para enraização, hormônio enraizante e paciência... Após seis meses de constante observação, percebi que já havia raízes saindo pelos furos de escoação... Pensei... é hora de agir!!!
Vamos às fotos e ver como foi essa empreitada?!
Pegue sua serra e alicate, seu substrato de qualidade, hormônio enraizante, uma dose de fé e vem comigo!!! rs

          Antes de mais nada, uma desfolha para diminuir a transpiração da planta pelas folhas, afinal em um trabalho desse, em uma planta que suporta essa técnica é bem interessante à ela o seu uso.
          Lembrando que no ácer quando feita a desfolha, deve-se cortar o pecíolo (cabinho da folha) no meio, pois se cortar muito embaixo ou arrancar a folha, a gema dormente na bainha pode vir junto com a folha e levar por água a baixo as possibilidade de brotação e futura ramificação, fica a dica!!!

Para separar o alporque usei uma serrinha pois o caule tem grande calibre que dificulta o corte com tesoura.

          Após separadas as duas plantas, é bom passar a pasta cicatrizante devido a extensão do corte, caso não tenhas, use pasta de dente, pois a função é evitar a proliferação de fungos e bactérias na planta até que ela cicatrize.

          Feita a desfolha é fácil ver que os entrenós estão bem curtos, ótimo para ramificação e consequente compactação da planta, principalmente se tratando de um shohin.

          A grande surpresa veio no momento de colocar a planta em vaso de treinamento... Infelizmente a raiz que eu vi saindo pelos furos era apenas as ramificações de uma única raiz...
          Medo de perder a planta?!?! Sim ou com certeza?!?!
          Mas uma vez separada da planta mãe não há volta, e mesmo observando e esperando o tempo certo o desenvolvimento radicular foi insatisfatório, acontece...

          Mas vamos tentar pois vale à pena!!
          Aqui já colocada em um substrato extremamente fértil e granulado com bastante hormônio enraizante.
          Como a raiz era mínima resolvi diminuir a planta o máximo para que o pouco de raiz fosse suficiente para alimentar os poucos ramos que ficaram.
          Podei, aramei e desenhei sua estrutura inicial, assim como a coloquei em um vaso raso e espaçoso para ajudar no crescimento das raízes. Antes de planta, ainda descasquei a parte do tronco que não criou raiz e espero que no próximo envase, o resultado do crescimento das raízes seja melhor!!!

Abaixo alguns ângulos desse que será um sokan (duplo tronco)

          E para minha alegria, a planta respondeu excelentemente à intervenção, dias depois começou a brotar com vigor, não perdi sequer um raminho ou folha da planta!!
          Agora é deixá-la se recuperar por completo e educar, ramificar, podar e compactar!!! Já vou começar a ministrar de leve aminomix mais bôrra de café nela!!
          Que Deus me ajude quanto ao nebari... os anos dirão!!!
          Seguem fotos de hoje, mais ou menos 10 dias depois do processo!!
 
 
 
 

Grande abraço a todos, comentem e sugiram!!
Leonardo Couto

3 de abril de 2012

Misho de Ficus Retusa em Raiz sobre Rocha (Sekijoju)

Depois de ler essa postagem, você já pode conferir a atualização dessa planta nesse outro post!!          

Olá amigos e seguidores do blog. A postagem de hoje é sobre uma espécie que eu acho linda e cuja beleza podemos ver em extraordinários bonsai na internet.
          Nosso astro é o Fícus Retusa. Uma planta extremamente rústica, imponente, frondosa e de fácil cultivo. Embora na web hajam diversas fotos dessa belíssima árvore, eu quis usar essas duas da foto abaixo por serem as matrizes de meu jovem bonsai proveniente de misho - a semente.
          Essas duas gigantes fizeram parte da minha infância, elas ficam em um amplo espaço onde aprendi a andar de bicicleta em frente à Fábrica Ypú, que no início do século passado teve sua glória, mas infelizmente faliu.
          Sempre as admirei, e agora no mundo bonsai, tive que pegar suas sementes e tentar a sorte!! Felizmente deu super certo, o fruto preto arroxeado do tamanho de um amendoim possui dezenas de sementes, destas quase uma dezena brotou, e desta dezena separei quatro para fazer bonsai, as outras mudas dei, uma delas para minha mãe.
          E hoje venho mostrar o resultado parcial de um, desde a semente.
          Essa planta venho preparando para fazer o estilo raiz sobre rocha (sekijoju) e por isso a plantei em uma garrafa pet para que suas raízes ao invés de crescerem na horizontal, fossem se aprofundando, e ficando compridas para possibilitar o futuro trabalho. Antes é claro, tive que cortar a pivotante, que como verão nas fotos era bem forte e grossa, tomei um susto na hora do reenvase.
          Após crescimento livre na garrafa pet, chegou a hora de começar a trabalhar.( Por um acidente digital não tenho fotos dela na garrafa pet) E esse trabalho foi feio no programa que participo com um quadro sobre paisagismo, mas que sempre que posso dedico ao bonsai também. (Em breve postarei o vídeo que mostra ela na garrafa e bem crescida, logo, logo que disponibilizado) 
          Após desfolha, chegou a hora de analisar as raízes, envolvê-la na pedra e embrulhar com a câmera de pneu de bicicleta, que segundo o amigo Luciano Benyakob, promove calor e acelera o crescimento da massa radicular.
          Concluído o processo, parti para a aramação e primeiro esboço do futuro. Cheguei a uma semi cascata que achei bem charmosa para uma planta tão nova. Agora é esperar o tempo, investir em adubação, deixar a planta encorpar e ramificar para dar um belo e compacto shohin. 
          Vamos as fotos de como a planta está hoje e de como tudo começou!! E já, já atualização, pois ela está brotando vigorosamente em todos os ramos!!


Grande abraço em todos e até o próximo post!!
Leonardo Couto

10 de março de 2012

Juniperus Communis - 1 ano no caminho bonsai

Olá amigos!!
O bonsai desse post tem me trazido muita satisfação. Essa é uma daquelas plantas que você pega bruta onde nem o tronco é visto, e vai desbravando, galho a galho sua forma, e a sua futura forma...
Ele já é conhecido por aqui, mas não custa nada lembrar como foi seu começo há um ano e também como foi a construção de seu grande jin
Conforme vocês leram do no post do começo desse bonsai há um ano, lá eu dizia que dali há alguns anos, ele já teria uma massa foliar maior e a possível definição dos patamares verdes... Contudo, pra minha surpresa e alegria, antes mesmo de completar exatos 365 dias, essa planta me respondeu muito bem, com brotações vigorosas, crescimento inclusive acelerado, pois há um ano era impossível definir qualquer coisa nele, e hoje, consegui definir seu futuro, como se posicionará suas ramificações...
Agora é esperar a compactação e ao longo do tempo trabalhar refinamento, mostrar o nebari interessante que vem se formando e escolher um vaso ideal para a planta!!!
Vamos às fotos?!?!
Vem comigo!!
Fiquem à vontade para comentar, criticar e sugerir!!
Abraços a todos,

Leonardo Couto

20 de fevereiro de 2012

Cipreste do Marcos

        Essa planta, a Chamaecyparis Obtusa Nana Gracilis, ou também conhecida como tuia anã, falso cipreste, ou cipreste anão, ou ainda cipreste hinoki, é do amigo e câmera Marcos Gomes, o Marquinhos, do programa Saúde & Beleza o qual venho apresentando o quadro Paisagiem-se semanalmente às quartas-feiras a partir das 8h30 da manhã. Para confeirir os vídeos dos programas, é só clicar aqui, e para conferir as matérias sobre paisagismo, é só vir aqui.
         Essa planta, como qualquer outra conífera, precisa de muito sol, gosta de umidade, mas sem excesso de água e vai bem em nosso clima de altitude como é Nova Friburgo.
       Como pedido do Marcos, fiz a estilização dessa planta em estilo fukinagashi - varrido pelo vento. Conforme a planta for se desenvolvendo, vamos compactando e trabalhando a densificação dela, lembrando que toda parte verde deve pegar sol, com perigo de secar caso não receba luz solar necessária. 
          Seguindo ainda a vontade dele, esta planta permanecerá desse tamanho, aproximadamente 15cm. 
       O próximo passo é colocar a planta na mamadeira sem mexer nas raízes, ela precisa se fortalecer, embora esteja brotando não suportaria uma mudança de vaso e intervenção nas raízes, por isso a mamadeira com matéria orgânica e bem drenante para o raizame fino que virá. E no futuro um vaso redondo e abaulado castanho escuro, acho que ficaria bom.
          Vamos às fotos?!
 

Grande abraço, 
Leonardo Couto

17 de fevereiro de 2012

Tuia stricta à moda alpina

Antes de mais nada, espero que todos tenham tido um início de ano muito bom e que a energia esteja a mil, afinal estamos entrando no carnaval!!!
Eu como não vou pular, resolvi dar meus pulos em algo desafiador:  a estilização de uma Tuia Stricta ou conhecida também com Cipreste de Florença.

Trabalhar essa planta foi desafiador devido a grande densidade de sua copa que tinha visão zero das possibilidades de desenho, não tinha como ver por onde começar, que tipo de estrutura seguir, qual a linha de tronco melhor... e demais premissas. Se já não bastasse a visibilidade nula da planta, ainda tinha o inconveniente da dureza de suas agulhas, que duras e finas espetavam ardidamente qualquer parte do corpo que as tocasse.

Mas desafio criado, o negócio foi meter a mão na massa e ver por onde começar.
Uma coisa eu tinha certa, queria uma planta com a cara dos Alpes, esguia, madeira morta e patamares definidos.

Dessa forma os galhos mais baixo foram logo descartados, assim como os do topo para a realização dos ten-jins. Eliminados os muito baixos e os muito altos, chegou a hora de analisar quais ficariam para crias os patamares verdes.
Como a árvore nesse estilo tem seus galhos em ângulos próximos dos 45º de inclinação perante ao tronco principal em direção ao solo, logo iríamos aproveitar os ramos mais altos, para então baixá-los à posição pretendida. Assim sendo mais galhos baixos foram removidos.
A partir daí começamos a vislumbrar um caminho para a árvore. A existência de dois ramos bem desenvolvidos e verticalizados fez com que eu optasse pela utilização de amos, fazendo referência ao estilo sokan, porém com início mais a cima da base do tronco, tronco este com bastante presença de jins que serão trabalhados ao longo do tempo.

Para aramação deixei a planta dois dias sem rega, o que fez com que ela ficasse mais maleável para dobragem, foi um processo até bem mais fácil do que eu imaginava, e fui preenchendo os espaços de acordo com o que eu desejo de área verde!!
Agora é deixar compactar e se recuperar, pretendo que essa árvore fique com 30cm em um vaso castanho quadrado de bordas masculinas!!


Fiquem com um rápido antes e depois e o vídeo mostrando todos os lados!!!
Até o próximo post!!
Aguardo os comentários,
Forte abraço,

Leonardo Couto